segunda-feira, 21 de julho de 2008

Oh chuva!


O que um desabafo público, uma corrida no campus - com direito a banho de chuva* -, um resfriado, crises e revoltas, tudo na medida certa, não fazem por uma pessoa, não?!

Mais empolgada que nunca para terminar o resumo expandido para o PeD e sentindo que a bolsa vai ser minha. Ok, ok, posso até quebrar a cara, mas essa sensação em muito me é válida.

*Quanto ao asterísco é só para um adendo. Não sei para vocês, mas para mim a chuva tem um significado mágico. Acredito que nas grandes fases da minha, especialmente nas de mudança(e é esse o período que acredito estar vivendo), ela esteve presente - apesar de eu não curtir períodos chuvosos pois é uma melequeira só (!), além da umidade acabar com qualquer penteado, os ônibus ficarem mais quentes e abafados, já que as janelas terem de ficar fechadas e por aí vai...

O fato é que da quinta-feira para cá - hoje uma segunda -, sinto-me mais disposta.


"Você que tem medo de chuva,
você não é nem de papel
ou muito menos feito de açucar
ou algo parecido com mel,
experimente tomar banho de chuva
e conhecer a energia
do céu a energia dessa água sagrada
que nos abençoa da cabeça aos pés,
Oi chuva, eu peço que caia devagar
só molhe esse povo de alegria
para nunca mais chorar,
para nunca mais
chorar" [...]

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Todo dia mas nem todos!

Todo dia ela faz tudo sempre igual. Acorda bem cedo pela manhã, retarda o despertador ao menos meia hora, levanta, vai ao sanitário, coça muito os olhos, lança uns 5 espirros - no mínimo -, toma seu café da manhã, toma banho, prepara um lanche, enche sua garrafinha velha de guerra - aquela branca de tampa vermelha e desenho de macaco! - e vai em busca do seu Rio Doce - CDU...

Todo dia ela tem ciência de que tem que dar o máximo de si, de que tem de estudar bastante, de que nada na vida vem com facilidade e que o tempo corre, mas não é ao seu favor. 3 anos. Ela tem 3 anos para, ao menos, se livrar dos "grandes problemas".

Todo dia ela senta e tenta ler, tenta ser aquela menina determinada e esperançosa que foi há alguns anos atrás - quando estudava para prestar exames vestibulares -, que estudava 8 horas por dia, dormia pouco - 5 horas e meia a cada dia -, que usava os obstáculos para pular mais barreiras.

A concentração já não existe mais. Nossa, como isso é perturbador: estudar é uma das coisas que ela mais gosta de fazer, ler sobre design é uma das coisas que ela mais gosta de fazer e nada disso está sendo possível... qual a razão mesmo? (...)




OBS.: Sugestão do baiano mais rabugento de todos (tá, so conheço um!). Beijo André!
OBS2.: Te amo, bu!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Visitar e visitar e vis...

Nossa, semana repleta de visitas instigantes!

Decidir seguir os conselhos de professores e amigos de amigos e fui à Jucepe - a tal Junta Comercial de Pernambuco. De início não levei a sério que lá eles realmente tivessem livro com rótulos antigões de empresas dos diversos ramos daqui do Estado; mas não é que é verdade?!!

Enfim, fui à recepção maior, daí o cara não sabia informar nada e me transferiu para uma outra recepção, que me transferiu para um outro setor, que no final das contas não tinha nada a ver com o que eu queria. Mas enfim, a diretora lá - Cleyde o nome dela - foi suuuuuuuuper simpática e saiu subindo um monte escada batendo o maior papo comigo (falou que não custava nada ajudar já que sabia onde resolver essas broncas).

Fui bater na "sala" do presidente da Jucepe (até eu me assustei), falei com duas secretárias gente boa que ficaram de agendar uma hora para que eu pudesse conversar diretamente com o presidente sobre o acervo dos rótulos de cachaça. Ah, esqueci de mencionar, há um livrão com rótulos beeeeeeem antigos (Meu Deus, é tudo que eu preciso!). Saí de lá com um sorriso no rosto e muuuuuita esperança. As pessoas ainda ajudam umas às outras! *-*

Isso tudo foi ontem, 15/07. Já hoje fui à fábrica da Pitú, em Vitória, conhecer os processos de produção, envase etc e tal. Viagem ótima, com pessoas excelentes, divertidíssimas. Me rendeu belas gargalhadas, anotações, conversas interessantes e muita, muita esperança de que posso desenvolver uma pesquisa interessante.

Ainda tensa quanto ao resultado da Facepe e ainda desejando apenas estudar.

Vamos que vamos... alguém tem que trabalhar neste país, não é?! =P

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ai meus sais!

A expectativa sobre o resultado da bolsa do Facepe (edital 03/2008) está grande, e minha tensão maior ainda.

Terceiro dia seguido que sonho com o resultado ou a correria para preparar o material.

O resultado só sai dia 08/08 e espero, sinceramente, que meu estômago resista até lá.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Primeiro Relato: Museu do Homem do Nordeste


Bem, hoje (quarta-feira, 09/07) fiz a minha primeira visita ao Museu do Homem do Nordeste.

Nossa, eles possuem muitos rótulos. Meus olhos brilharam vendo aquele acervo - e olha que só vi os de Pernambuco! - e de vez em quando me pegava rindo de algumas informações que cada rótulo daquele continha.

Aquilo tudo conta a nossa história, a história do meu Estado, a história do design - mesmo que quem produzisse aquilo tudo não fosse designer... - enfim, meus olhos brilharam (sem exageros).

Algumas dúvidas surgiram, algumas informações me assustaram, e alguns fatos me deixaram meio triste e apreensiva. Mas isso a gente tira de letra.


O tempo está voando e minha vontade de terminar isso tudo rápido e aprender o máximo possível não acaba nem diminui. Gostaria muuuuuuuuito de não precisar ir trabalhar e me dedicar o dia todo à pesquisa, mas, infelizmente, querer não é poder e "paitrocínio" está lonnnnnnge de acontecer.

No máximo "mãetrocínio", coma minha inscriçã no 8º PeD em Design em Outubro (minha mãe não é o máximo? *-*)


Vou-me embora fazer minhas coisas e férias só para os outros, o desespero bate à porta.

Justificativa


Oi!

Meu nome é Tatalina Oliveira - Tata Oliveira - e este "diariozinho" tem o objetivo de relatar minhas experiências com o mestrado - ah, sou mestranda em design na UFPE, entrada em 2008 -, meus desesperos, minhas viagens aos interiores, minhas idas aos museus, minhas reuniões com orientadora - Kátia Araújo, a corajosa! -, com amigos em mesas de bar, com novos amigos em mesas de bar [=P], com outros professores, com mãe, irmã, etc e tal.

Trata-se de um relato informal, para que eu e vocês possamos ver minha evolução na pesquisa, a qual já me deixa de cabelo em pé.

Meu objetivo sempre foi estudar a inovação, ou seja, o que leva os designers a produzirem o novo - isso desde a graduação - e se o mesmo existe. Quando ingressei no mestrado estava suuuuuuper perdida, pois não conseguia achar um recorte empírico, por assim dizer, que me possibilitasse minha tão desejada pesquisa teórica e filosófica. Muitas reuniões com Kátia, muito bate-papo nos corredores do saudoso CAC - Centro de Artes e Comunicação -, muita correria para me increver no programa de bolsas do FACEPE - ainda não possuo bolsa - me possibilitaram uma visão mais direcionada e disciplinada, e agora resolvi estudar rótulos de cachaça pernambucanas.

Razões? Ah, muitas:

1. A cachaça é a primeira bebida genuinamente brasileira e Pernambuco é o segundo maior produtor de cachaça de coluna do país;
2. Adoooooro história do design e estudar os rótulos por décadas vai me ajudar a construir, aos poucos, a história gráfica do design pernambucano - tipo Rafael Cardoso (quem dera!);
3. Vou poder divulgar os nomes do Museu da Cachaça de PE e do Museu do Homem do Nordeste;
4. Analisar padrões gráficos e quebra destes me permitem estudar o novo e as razões as quais ele foi instaurado

e por aí vai...

Enfim, com o tempo vai dar para entender melhor o que se passa na minha cabeça.

Enjoy it!