segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Turn around

"Espere, sua hora vai chegar. Ainda não é o momento"

Esta frase nunca significou muita coisa pra mim, afinal, quem acredita que tudo depende de muito suor, força de vontade e determinação sou eu. Mas é engraçado como as coisas acontecem. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa que FAZ. Isso mesmo. Sabe aquela expressão em inglês chamada "doer"? Sou eu!

Mas o irônico e raivoso é que por mais que eu me esforce, me prive de várias coisas e tenha me privado de ser jovem toda a vida [ou quase toda], as coisas não correm facilmente para mim. Seja da matrícula de um curso qualquer à eliminação leviana num concurso cujo segundo lugar seria certo.

É difícil ter de lidar com isso, sobretudo quando se dá um giro de 360 graus em sua vida, casa, família e amigos. Sempre existe um buraco na existência e nas conquistas. Por mais que você se esforce, nada parece dar certo.

Daí vem a tradicional fase: "aguarde, sua hora vai chegar".

Engraçado, por mais que desejemos que as coisas ocorram de forma positiva e como o planejado, nunca estamos preparados para quanto elas possam acontecer. E é exatamente assim que eu me sinto agora: um misto de São Tomé ["só acredito vendo"] com "c#$@%&, finalmente meu esforço foi recompensado".

Estou no aguardo. Segurando para não espalhar aos quatro ventos minha mais nova conquista. Apenas os grandes amigos sabem. Mas ainda não sei como agir. Meu sistema de defesa ainda está ligado no máximo me dizendo que eu só acredite quando a coisa estiver no papel, documentada para todo mundo ver.

É incrível a dinamicidade da vida: em uma semana as coisas estão sem sentido e solução, e o que me cabe é baixar os ombros, dormir torcendo para que tudo seja um pesadelo e chorar; na outra as coisas mudam de forma positiva, te mostrando que talvez aquela "hora certa" que todo mundo faz questão de citar deixe de ser um clichê para ser uma realidade.

Engraçado como tudo isso parece ser uma comida recém engolida necessitando de digestão, mas que até a hora em que isso ocorra, vai causar um certo incômodo ao estômago. Sabe como é, né? Você espera tanto por um prato delicioso que, quando ele chega, você não consegue dar apenas uma provadinha, tem de se lambuzar até a barriga doer.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Casa de vó, sem vó

Eis que se passou um ano:

um ano em que senti que daria um último abraço
um ano de estive em Lisboa chorando sua perda e a saudade.

Ainda que esperada, a perda de alguém querido nunca é simples ou fácil, sobretudo se você não deu o "adeus".

Sempre achei que fosse bobagem esse lance de se despedir, afinal, o que importa é aquilo que sentimos [e se a pessoa querida sabe de nossos sentimentos]. Mais uma vez sou pega de surpresa.

Caminhar pela casa dela foi achar que ela pudesse aparecer a cada momento. Sentir seu perfume, seu carinho de vó. Esperar ter purê no almoço e um bolo de chocolate em cima da mesa da cozinha. Ouvi-la pedir água do mesmo jeito que pede desde que me conheço por gente: "Ô Tatinha, vá pegar um caneco d'água pra mim. Mas não encha não, viu".

Quando acordei pela manhã, consegui ouvi-la dizer: "olhe, forre logo a cama". Ela tinha uma mania de organização gigantesca [gostaria de ter herdado isso]. Olhava para a sala e conseguia ver sua imagem sentada na cadeira de balanço vendo a novela [num volume extremamente alto].

Que saudade de simplesmente abraçá-la e encaixar a cabeça em seu ombro, de senti-la agarrar minha mão, pedir para eu fazer o mesmo movimento e comentar "en ennnn... toda vida tivesse as juntas molinhas, não foi, tatinha?"

Poderia enumerar cada coisa que faz com que eu sinta que vou acordar e ouvir a senhora me "passando um gato".

Que saudade de me sentir amada, amada com sinceridade, sem interesses e cobranças maiores que a da reclamação pela tatuagem feita. O dia em que a sra virou para mim e falou "ô neguinha, vc não tem noção do tanto que eu te amo" não para de se repetir em minha mente.

Que saudades!

domingo, 13 de novembro de 2011

"pense em sua qualidade de vida"

Num fim de noite de bebedeira um recém apresentado rapaz vem-me com a célebre frase: "pense em sua qualidade de vida". E esta frase, desde então, não para de se repetir em minha mente.

"Pense em sua qualidade de vida"
"Pense em sua qualidade de vida"
"Pense em sua qualidade de vida"

Ouvi num contexto de fim de festa, em que brincadeiras de recém velhos amigos demonstram preocupação acerca de recuperação etílica, mas tudo que consigo é fazer associação ao dias ébrios de olhos tristes, poucas palavras e muita dor.

"Pense em sua qualidade de vida"

E parece que a pessoa que me conheceu há apenas 9 horas antes da proferida frase foi capaz de me dar um "se liga" e a demonstrar preocupação com uma grande indefinição de decisão dos meus 24 anos de vida.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Terminando...

ai meldels, nem acredito!! *-*

terça-feira, 9 de junho de 2009

Isn't it ironic?

Às vezes eu fico pensando no quanto a vida é irônica. Eu sei que é meio clichê, mas é a mais pura verdade. Um dia estamos "por cima da carne seca", no outro ficamos bobinhos, bobinhos.

Ai se sesse...

Hoje: paixonite, controle, boa sorte!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Status: ausente

Terei de ficar off por um tempo: prazos apertados, planos novos, novos acontecimentos. Mas será para o meu bem. Torçam por mim, ok?!

A mudança é a lei da vida.

sábado, 23 de maio de 2009

Sábado à noite

Vontade de frequentar baladas, de farras e de pura diversão está desaparecendo aos poucos. O cerco de minha vida está fechando. Quem mais está repleta de planos sou eu. Quem mais está "atolada" de coisas também sou eu. Na realidade, acho que estou voltando ao meu normal, mas com muita coisa diferente (estou gostando do que estou vendo).

Torcendo horrores para que tudo aconteça, mas sem, no entanto, criar expectativas. Descobri, da pior maneira possível, que elas SÓ prejudicam.

ps. cada dia que passa gosto mais da minha orientadora.

Hoje: faxina, pizza e Geertz


Ahhhhh, já ia esquecendo. Estou com um blog em conjunto com André. Visitem!!